Entrevistas com Cosplayers: #1 Cláudio Roberto Braga “C.R.”
É um longo silêncio. E uma dúvida, paira no ar:
Por onde anda Cláudio Roberto?
O fato é que o CR é uma figura um tanto quanto conhecida (e polêmica) dos eventos de anime realizados no RJ. E que (pela 1a vez), quebra o silêncio relativo ao seu “exílio”.
As opiniões emitidas são de responsabilidade do seu autor (e não representam necessariamente a opinião desta home-page)
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1. Nome:
Cláudio Roberto Oliveira Braga
2. Bem, como conheceu o cosplay?
Foi em novembro de 1999. A primeira vez que vi um cosplay na minha vida, foi num evento no Sesc-Copacabana (AnimeMania – janeiro de 1999), e revelo que fiquei surpreso ao ver uma Chun-li (SF II) e uma Karasu (YYH) na minha frente! Depois – quando ocorreu um evento aqui em SG (Anime Fest – dezembro de 1999), fiquei com vontade de “vestir” um personagem, e criei o meu primeiro cosplay (Sanosuke Sagara de Rurouni Kenshin). Que por sinal, foi o meu “debut”…
3. Por que fazer cosplay?
Uma forma de prazer. Achei muito interessante ver as pessoas se vestindo dos personagens que gosto. É como tê-los “ao vivo”, por um momento.
4. Quais são as referências – anime, mangá, comics, etc – para os cosplayers? (baseado nas fantasias que você faz e já viu dos outros)
Diversas. Animes, depende muito no momento. Hoje, é Naruto, Death Note. Há cinco anos atrás, Sakura Card Captors. Os cosplayers captam a essência de um determinado momento.
5. O que te influencia na escolha do personagem? Se forem vários fatores, aponte o principal.
Afinidade.
6. O que você acha da imagem do cosplay na mídia brasileira? A imprensa nacional retrata bem o cosplayer brasileiro?
Ao meu ver, a matérias costumam ser interessantes. E, brindam à nós com certos clichês (que, de tão repetitivos, se tornam “lugar-comum” em matérias deste tipo):
7. Poderia fazer um comentário sobre o assunto em geral?
Ao meu ver, teço aqui alguns comentários:
a)Sabe, eu tenho aqui inúmeras matérias, e – excluindo-se a tal “matéria” do Fantástico, não vi nenhuma outra “bomba” como aquela desde então. Jornais, TV (e outras midias), são pautadas por PROFISSIONAIS, que fazem um registro a partir de um fato. Seja ele divulgado de forma “espontânea” (ou por releases enviados por promotores de eventos). E o que for levado a públicor, dependerá (e muito), das suas respectivas editorias. E o resultado (para algo visto por muitos como “excêntrico”), tem sido (ao meu ver) satisfatório.
b)Como eu disse uma vez com uma colega: Este tipo de matéria serve como REFERÊNCIA. Um registro temporal (sobre a ótica de uma certa parcela da mídia) de um dado momento de uma certo “tribo urbana”. Um tanto “fora de contexto” (nesta sociedade dita “normal”). Mas que não deixa de representar uma certa “Contra-cultura” e/ou “fenômeno” cultural nos dias atuais.
8. A pergunta que não quer calar: Quando é que você voltará ao cenário otaku?
Quando eu estiver “de bem” comigo mesmo. Eu gosto de competir. Mas (quando eu não sei perder), eu perco a razão. E – para não magoar quem gosta de mim – prefiro nãoi decepcionar os que gostam de mim. Fiz uma promessa para um amigo, e, só posso dizer que “voltarei”, assim que esta querstão for resolvida por mim mesmo.
9. O que você acha ruim no cenário cosplay?
Francamente? Não me admira que (para ALGUNS), o Universo Cosplay tenha se tornado – para mim – um “Lupanar de Vaidades”, onde o que vale é a veneração de uma “imagem”, sem a análise ou o escrutínio dos valores ou características pessoais desta ou daquela pessoa. Um outro fator, é o desânimo que pesa em mim… Sempre reclamamos que “os cosplayers, não são reconhecidos”/”os cosplayers não são verdadeiramente valorizados”… Ocorreram sim, algumas vitórias (Poucas, mas significativas). Mas será que na busca de um pretenso “poder”, debela-se este CONFLITO que extrapola os limites? Francamente (e com toda sinceridade), as vezes não tenho a menor vontade de participar de um hobby, que se torna uma fogueira (ou Lupanar) de vaidades, onde opiniões e conceitos são desmentidos. E valores são vendidos a um preço VIL, nem que para isto, a venda da alma se faça necessária. Sei que é uma opinião radical e ortodoxa, mas, é a minha opinião.
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